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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Dança na Bíblia



O que a Bíblia diz sobre a dança?
Uma análise das referências bíblicas à dança revela o fato de que as danças israelitas consideradas como apropriadas eram de natureza litúrgica, sendo acompanhadas por hinos de louvor a Deus. Elas eram geralmente praticadas entre grupos de pessoas do mesmo sexo e sem quaisquer conotações sensuais (ver Êx 15:20; Jz 11:34; 21:21-23; I Sm 18:6; II Sm 6:14-16; I Cr 15:29).
A Bíblia fala também de pelo menos duas ocasiões em que pessoas estavam envolvidas em danças inadequadas. A primeira delas foi a dança idolátrica dos israelitas no contexto da adoração do bezerro de ouro (Êx 32:19). A segunda foi a dança da filha de Herodias para agradar o rei Herodes e seus convidados, no banquete em que João Batista foi executado (Mt 14:6; Mc 6:22).
Embora os judeus nos dias de Jesus continuassem praticando a dança (ver Lc 15:25), não encontramos nenhuma evidência no Novo Testamento de que a igreja cristã primitiva perpetuasse tal costume. Há quem sugira que esse rompimento cristão com a dança deve-se à degeneração desde já no tempo de Cristo.
Em contraste com as danças litúrgicas do período bíblico, a maioria das danças modernas são praticadas sob o ritmo sensual das músicas profanas, que desconhecem completamente o princípio enunciado em Filipenses 4:8: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvou existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.”
Grande parte das danças de hoje tem-se transformado em um dos maiores estimuladores do sensualismo. Mesmo não se envolvendo diretamente em relações sexuais explícitas, seus participantes geralmente se entregam ao sensualismo mental (ver Mt 15:19-20), desaprovado por Cristo em Mateus 5:27-28: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.”
Há aqueles que endossam as danças particulares entre cônjuges unidos pelos laços matrimoniais. Embora tais práticas pareçam inocentes à primeira vista, elas representam o primeiro passo rumo a estilos mais avançados de dança, integrando eventualmente o casal a grupos dançantes. Seja como for, o cristão dispõe hoje de outras formas de integração e entretenimento sociais mais condizentes com os princípios bíblicos de conduta do que a excitação e o sensualismo promovidos pela maioria das danças modernas.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Namorar e “Ficar”..?



“Já fiquei com todas as mulheres que quis”. Assim falava orgulhosamente um famoso ator de televisão.
Esse ator representa a tendência de uma geração que anda atrás do prazer egoísta.
Os jovens desta década em especial estão sendo atingidos por uma onda de namoro ligeiro e sem compromisso, que eles próprios chamam vulgarmente de “ficar”.
Num final de semana, um rapaz e uma moça se encontram em algum lugar. Logo eles estão de mãos dadas e no mesmo dia trocam beijos, abraços e falsas declarações de amor. No dia seguinte, um vai para um lado, o outro vai para o outro, como se nada houvesse acontecido.
Dia a dia histórias como essa se repetem. Um jovem usa o outro como um objeto e conseqüentemente é também usado como tal. Porventura seria correto tal procedimento egoísta?
O jovem que faz isso, pensa somente em si mesmo e acaba magoando corações, como comenta a escritora Ellen G. White: “Brincar com corações não é um crime de pequena magnitude aos olhos de Deus”.
Os pais dos envolvidos são desonra­dos pelo mau procedimento dos filhos. Na maioria das vezes, eles nem tomam conhecimento do que acontece com os filhos, pois estes omitem dos pais tal comportamento. Nisso o mandamento que diz para honrar pai e mãe é transgredido. Fica, portanto, claro que esse namoro sem compromisso é um pecado contra o próximo e também contra Deus.
O problema discutido surge devido às influencias internas e externas sofridas por cada jovem.
Influências internas — São aquelas que partem de dentro do próprio ser humano. Sabemos pela Bíblia que todos nós ao nascermos já trazemos em nós a tendência pecaminosa herdada de Adão (Rom. 5:12). E sabemos também que um filho pode herdar dos pais inclinações para o mal (Êxodo 20:5). Estas duas verdades bíblicas mostram as influências herdadas.
Existem também as influências inter­nas naturais que cada jovem sofre no período em que ocorrem muitas mudanças no seu corpo. Na fase da puberdade, os hormônios masculinos e os femininos desempenham seu papel sobre os jovens, mudando-lhes a maneira de pensar. Os rapazes começam a se interessar pelas moças; e estas, pelos rapazes.
Isso é extremamente natural. Foi o próprio Criador que colocou esse instinto no ser humano. Depois de ter criado o homem, Ele disse: “Não é bom que o homem viva sozinho; vou fazer a ele alguém que o ajude como se fosse a outra metade”. (Gêneses 2:18 — BLH). É certo, portanto, que o namoro e o casamento são presentes de Deus para Seus filhos.
Influências externas — São as influências que o individuo sofre no meio onde vive. Na época cm que vivemos o jovem é bombardeado por pressões externas que vem de todos os lados.
A televisão é hoje o maior veículo de más influencias sobre os jovens. Todo dia ela traz novelas e filmes com cenas imorais, as quais atingem de maneira negativa a mente da juventude.
As literaturas românticas e certas revistas são outros meios pelos quais os jovens adquirem tendências doentias.
As músicas com ritmos sensuais e letra imoral, têm atingido grande parte dos jovens com a sua influência devastadora. Com o poder que tais músicas exercem, os temas degradantes começam a fazer parte do pensamento da juventude, a qual aprende a agir pelo impulso.
A pressão de grupo é outra grande influência sobre o jovem. Ele é chamado de “careta” quando não age como os outros. Os rapazes, para provar sua virilidade, na­moram o maior número possível de meninas. E elas, para mostrarem que não são diferentes das outras, se entregam ao namoro irresponsável.
São muitas as conseqüências desse tipo de namoro. A principal sobrevém pelo fato de que o jovem passa por esse problema exatamente no período em que ainda está se desenvolvendo o seu cará­ter. Logo tudo acaba, resultando em um caráter volúvel, inconstante e fraco, onde o impulso domina os atos. Tal caráter é o motivo por que tantos divórcios têm destruído a felicidade dos lares, pois não há dúvida de que “todo amor despertado por impulso morre quando provado”.
Todo jovem que fica de galho em galho se desvaloriza, pois tudo o que é muito usado se torna indesejável. Um exemplo disso é um tênis que, depois de muito usa­do, fica sujo e gasto, de maneira que você se sente mal em usá-lo diante dos amigos.
Persistindo nesse erro, o jovem perde o respeito próprio, o que resulta na prática do sexo pré-marital. Muitas pessoas que hoje estão na promiscuidade começaram na prática de algo aparentemente inocente.
O namoro que se baseia somente em satisfação própria, deixa marcas tão profundas que nem o tempo é capaz de apagar. Este é o motivo da infelicidade de milhares de pessoas.
Você, que é jovem, não vai querer fazer algo que vá prejudicar sua vida para sempre. Se você quer ter uma conduta sadia nos relacionamentos, evite o tal de “ficar”. Este hábito poderá destruir você.
Selecione os programas de televisão, as leituras e as músicas. Aproveite seu tempo para estudar e fazer amigos, e no momento certo você encontrará a pessoa ideal no seu círculo de amizade.
Consulte sempre os seus pais e o seu pastor, porque eles já viveram muito mais que você e, portanto, têm mais experiência. Você não precisa bater a cabeça onde os outros já bateram.
Não se sinta indiferente das outras pessoas, só pq vc não faz as mesmas coisas que eles.
Compartilhe seus planos com Jesus. Ele tem um plano especial para sua vida. Confie nEle, que Ele direcionará sua vida no caminho do bem.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Limite da Vaidade: Maquiagem e Pintura de Unhas


Não é fácil escrever sobre esses assuntos, pois nosso objetivo é mirar um ponto equilibrado, sem extremos, pois qualquer ênfase exagerada para um lado ou outro é prejudicial para a vida cristã.
Por favor, leia com atenção os textos bíblicos seguintes, e responda para si mesmo, o que a Bíblia diz sobre se enfeitar:
I Pedro 3:3: “Não seja o adorno da esposa o que é exterior…”
I Timóteo 2:9 e 10: “Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas)”.

No segundo texto a Bíblia oferece 2 princípios para os enfeites (atavios): modéstia e bom senso. O texto ensina que não devemos usar enfeites (atavios) de ouro ou pérolas, ou seja, joias. Também não usar vestuário dispendioso: caros e extravagantes. Mas o texto também fala em modéstia e bom senso, que são os princípios que devem ser aplicados para a maquiagem e pintura das unhas. Sobre o uso de maquiagem, note o que escreveu o Pr. Jonas Arrais, em um artigo que foi publicado na Revista da Afam (Revista da Divisão Sul Americana – Ano 5 – Número 19 – Julho a Setembro de 2005 – pág. 19):
“Quanto ao uso da maquiagem, seria muito bom manter a prudência e o equilíbrio para saber diferenciar entre o exagero ou fruto da vaidade e o que é um simples cuidado da aparência pessoal.
“Não podemos considerar um ato pecaminoso alguém cuidar da estética pessoal ao usar algum produto adequado, que ajuda a corrigir a imagem e a melhorar a auto-estima.
“Afirmar que alguém que usa um pouco de maquiagem ou passa um brilho nos lábios é uma pecadora, é um julgamento que não cabe a nós fazer. Seria entrar na individualidade de alguém, procurando ser a consciência dessa pessoa”.

Maquiagem corretiva e a maquiagem vaidosa
A primeira tem o objetivo de corrigir algumas imperfeições do rosto, para tornar a pessoa melhor apresentável. É muito usada para filmagens, como conhecemos nos programas e outras gravações da nossa própria igreja. Essa forma de maquiagem, usada moderadamente, não podemos julgar pecaminosa.
Todavia, a maquiagem usada de forma exagerada ou simplesmente para adorno é falta de modéstia, tornando-a pecaminosa.
Pintura das unhas moderadas e as exageradas
Pintar as unhas da mesma cor corrigindo imperfeições ou ressaltar seu brilho com uma base não seria quebrar os princípios de modéstia. Mas pintá-las com cores fortes ou desenhos com o objetivo de enfeitar-se sem dúvida quebra os princípios bíblicos, pois se enquadra na mesma questão da tatuagem, seria uma “tatuagem” nas unhas.
Mas não devemos ser juízes! Deus é o juiz! Cuide da sua aparência e julgue suas intenções! Se achar que alguém está exagerando, ore pela vida espiritual sua e da pessoa.

yuriravem@yahoo.com.br
Pr. Yuri Ravem

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O melhor caminho


Louvo a Deus por Sua sabedoria em não trazer na Bíblia apenas relatos de pessoas irrepreensíveis. Fato é que são raríssimos os personagens bíblicos que tiveram um tragetória de vida incorruptível, tal qual Daniel. Porém é fato também que, a despeito de muitos caminhos tortuosos, a graça salvadora de Cristo trouxe salvação a tantos quantos O aceitaram.

Abiatar foi um homem íntegro, temente a Deus, fiel ao Seu serviço, mas que, assim como todos nós, em determinado momento fez uma escolha equivocada. O erro do então sumo sacerdote foi apoiar a tentativa de tomada do poder por Adonias, ignorando a indicação divina de que Salomão é quem deveria suceder Davi no trono de Israel.

Aquele que era a autoridade religiosa máxima da nação e, portanto, deveria ser também o primeiro a andar em conformidade com os propósitos do Senhor, tomou a contramão. Por algum motivo, Abiatar talvez se sentisse em condições de tirar suas próprias conclusões do que era melhor para Israel, como sugere o Comentário Bíblico. O servo de Deus esqueceu-se de deixar Deus ser Deus.

Ao se aliar à aberta traição a Davi, Abiatar cometeu um ato que poderia garantir-lhe a morte. Seu antigo serviço, contudo, foi recompensado e sua vida poupada. Seu castigo foi ter a sucessão do sacerdócio concedida à linhagem de Zadoque, além de perder sua função como sumo sacerdote.

Há uma canção que diz que Deus é o Deus da segunda chance. Para mim, Ele é o Deus das incontáveis chances. O Senhor não tem apenas um ‘plano B’ para nossas vidas, Ele tem alfabetos inteiros de possibilidades. Sim, para cada um de nós haveria um caminho reto, isento de falhas e quedas que poderia ser trilhado e que, certamente, teria o melhor resultado possível: aquele que o Senhor idealizou. Porém, em Seu infinito amor, Cristo nos oferece inesgotáveis oportunidades de recomeço, tantas quantas necessitarmos, tantas quantas buscarmos, porque ‘onde abundou o pecado superabundou a graça’ (Rom. 5:20).

As escolhas erradas, as decisões precipitadas todas elas cobram seu preço. Aquilo que semeamos, certamente ceifaremos. Abiatar sofreu as consequências de seus atos, assim como sofremos e sofreremos as dos nossos, mas isso não significa sermos abandonados. Podemos contar com Sua misericórdia e o Seu perdão.

Até mesmo autoridades religiosas não estão livres de cometerem erros quando tomam as rédeas de suas decisões, isso nos mostra que o perigo ronda a todos. ‘Pessoa alguma se acha em maior perigo do que aquela que crê estar segura a sua montanha.’ (Ellen G. White, ‘Testemunhos Para a Igreja’ vol. 4, p. 560).

Somos chamados a cumprir Seus propósitos, somos nação eleita, sacerdócio real (I Ped. 2:9). O sucesso de nossa missão depende de permitirmos que Deus nos guie. Nossa suficiência está em Cristo, nossa segurança vem dEle. ‘A força de nações e indivíduos é medida pela fidelidade com que cumprem o propósito de Deus.’ (Ellen G. White, ‘Profetas e Reis’, p.502).

Permita que Deus o conduza pelo melhor caminho. ‘Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará.’ (Sal 37:5)

Autor(A) Grace Ferrari

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Publicidade e consumo de álcool entre os jovens


Quase 70% dos anúncios de álcool na TV são feitos durante a exibição de programas esportivos. Esse e outros dados foram apresentados no Seminário Álcool, Tabaco e a Publicidade, promovido pela Abead, na Unifesp, em São Paulo. Ainda de acordo com pesquisas inéditas, cerca de 80% da propaganda de bebida é promovida pelas marcas de cerveja durante programas com ao menos 10% de audiência de adolescentes. Jovens entre 14 e 17 anos consomem 6% de todo o consumo anual de álcool do país. Esse é um dos dados alarmantes de pesquisa recente que levantou o volume de álcool consumido por diferentes grupos populacionais, adotando critérios como sexo e faixa etária.

Intitulado “Distribuição do consumo de álcool e problemas em subgrupos da população brasileira”, de autoria de Raul Caetano, Ronaldo Laranjeira, Ilana Pinsky e Marcos Zaleski, a pesquisa entrevistou cerca de 3 mil pessoas em todo o território nacional e apontou que 5% dos bebedores brasileiros bebem 27% de todo o álcool consumido anualmente no país. E do total de bebedores, 78% são homens.

Em relação à faixa etária, o levantamento apontou que o grupo de adolescentes entre 14 e 17 anos bebe 6% de todo o consumo anual de álcool. “O número é preocupante, já que a Lei proíbe o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos”, comenta Raul Caetano.

Outro dado alarmante é o índice entre os jovens de 18 a 29 anos, que é responsável por 40% do consumo. “Segundo o IBGE, esse grupo representa 22% (1/5) da população brasileira. Se pensarmos que apenas pouco mais de 20% da população bebe 40% de todo o consumo anual de álcool e, mais ainda, que são jovens, fica evidente o risco que a publicidade, cada vez mais voltada a esse publico, representa”, explica o psiquiatra.

O grupo de consumo aparentemente moderado é o que mais preocupa. Como frequentemente nesse grupo ocorre o consumo de quatro doses, no caso de mulheres, ou cinco doses, no caso dos homens, por ocasião de beber – o “binge drinking” ou “beber pesado episódico” – também leva ao desenvolvimento de problemas com o álcool. “O grupo que possui esse padrão de consumo é responsável por 90% de todos os problemas de álcool que ocorrem no Brasil”, acrescenta.

Raul Caetano lembra ainda que esses resultados indicam que as políticas de prevenção de problemas com o álcool devem abranger toda a população e não somente pequenos grupos. E que essas ações envolvem, por exemplo, o controle da disponibilidade do álcool na comunidade através do controle de preço, horas e locais de venda, a identificação precoce de bebedores em risco, as intervenções breves e tratamento.

“O controle da publicidade de álcool é, também, extremamente central, já que é especialmente dirigida aos homens e aos jovens, justamente os grupos que mais bebem. Além disso, o principal controle em vigor no Brasil, que é a autorregulamentação, não funciona”, conclui Raul Caetano. Em uma análise de 420 horas de programação, foram encontradas 7.359 peças publicitárias. Dessas, 438, ou 7,6%, eram de bebidas alcoólicas, ficando com o sexto lugar de produto mais anunciado.

Outro levantamento conduzido por Ilana Pinsky avaliou os anúncios de quatro canais da TV aberta durante duas semanas e durante três períodos de elevada audiência: Carnaval e Copa do Mundo, eventos que atraem a atenção à TV, e a Páscoa, período de descanso em que a televisão também é fonte de lazer e diversão. “Os resultados mostraram que existe uma relação direta na transmissão da propaganda de bebidas em todos os períodos do dia, com destaque para a transmissão relacionada a esportes. Não houve nenhum programa esportivo que não tivesse bebidas alcoólicas entre os anúncios”, relata Ilana Pinsky.

Outra pesquisa inédita sugere que a propaganda de bebidas alcoólicas pode ter um efeito grave sobre os adolescentes e adultos jovens, devido à vulnerabilidade desse grupo ao conteúdo da mensagem publicitária.

A partir da análise de cinco anúncios que foram publicados durante o verão de 2005-2006 e a Copa de 2006, percebidos como altamente atraentes para os adolescentes, foram identificados diversos pontos que violam a regulamentação nacional, em especial a diretriz que visa a proteger crianças e adolescentes e a orientação que proíbe conteúdo incentivando o consumo excessivo de bebidas alcoólicas de forma irresponsável.

“Essas evidências do consumo de álcool entre jovens são ainda mais preocupantes por sabermos que, neles, os efeitos podem ser ainda mais devastadores. Além de estar atrelado à maior parcela de acidentes de carro e agressões entre os jovens, o consumo de bebidas alcoólicas entre os adolescentes pode provocar sérias alterações comportamentais, sendo ainda a principal porta de entrada para o consumo de outras drogas. Isso apenas para resumir os estragos provocados pela bebida”, afirma Ilana Pinsky.